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Calvície masculina

É uma estatística mundial: metade dos homens com mais de 50 anos tem algum grau de calvície.Se for hereditária, a queda de cabelos pode começar depois da adolescência. E ela ocorre associada à ação dos hormônios que, em muitos casos, mata a raiz do cabelo, chamada cientificamente de folículo piloso.

Veja como isso acontece:
A testosterona (o hormônio masculino) tende a ultrapassar a parede do folículo piloso. Nessa hora, ela encontra uma enzima chamada 5 alfa-redutase e ocorre uma reação química. O resultado da mistura é a substância diidrotestosterona, conhecida como "dht". E é aí que começa o estrago... O Dr. Francisco Le Voci explica que uma grande quantidade de "dht" dentro do folículo é o que vai provocar o enfraquecimento e a conseqüente morte ou atrofia do folículo.
Alguns homens têm mais enzimas do que outros, vão formar mais "dht" e perder mais cabelo. Mas, não há motivo para desespero, mesmo para os jovens. Existem tratamentos que podem ser adotados desde cedo.

Quando o cabelo começa a ficar mais fino e a cair mais, o primeiro passo é o tratamento com remédios e uma loção. Eles são bloqueadores da enzima alfa-redutase. Primeiro, é a finasterida, um medicamento de uso sistêmico, ou seja, em forma de comprimido e que deve ser tomado na dose de um miligrama ao dia por períodos variáveis. Ainda na linha dos bloqueadores da enzima, há a substância chamada 17 alfa-estradiol.

Segundo os médicos, a "finasterida" está sendo mais usada hoje que o "minoxidil", um remédio antigo. O minoxidil é um vaso-dilatador, que melhora a chegada do sangue à região que perde cabelo.

O laser de baixa potência é usado para a calvície quando ela está bem no começo. O aparelho tem 16 pontos de luz que cobrem uma área maior do que os antigos. O paciente faz duas aplicações por semana, 10 no total. Depois, passa para a manutenção, que deve ser constante. As 10 aplicações custam R$ 800,00. No cabelo, ele atua estimulando o crescimento das células que vão fazer a formação do cabelo. Ele fortalece o fio.

Nem por milagre, de uma raiz morta vai nascer um fio novo. Então, nas áreas onde a careca já se instalou, o recurso mais moderno é o transplante, que fica mais natural que o implante. Ele é feito com o próprio cabelo, retirado da nuca. No lugar, fica um risco, quase imperceptível.

O maior pré-requisito dele é uma área doadora. Esse cabelo posterior não sofre ação hormonal, não vai sofrer processo de calvície. Então, é ótimo pro transplante.

O transplante é feito com microscópio e dura, mais ou menos, 6 h. O paciente toma sedativos e anestesia local e volta para casa no mesmo dia.São colocadas, em média, 2,3 mil unidades foliculares, num total de 4 a 5 mil fios de cabelo. Depois de 3 meses, o cabelo transplantado começa a crescer. Às vezes uma sessão é suficiente. Em alguns casos, o paciente pode precisar ou querer repetir a dose. Cada transplante custa entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.

E quer saber o que não tem nada a ver com a calvície? É mito dizer que lavar a cabeça todo dia aumenta a queda de cabelos e que usar xampu antiqueda e cortar o cabelo regularmente evitam a calvície. Mas, é verdade dizer que a caspa ou usar boné por muito tempo favorecem a queda. 
Só que não são causas...
O certo é que a calvície hereditária é implacável. Se você tem casos na família, ou você se trata ou vai ficar como o seu pai, o seu tio, o seu avô... 

Dr. Francisco Le Voci, responsável pelo Departamento de Estudos de Cabelos e Unhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Dr. Francisco Le Voci - Fone: (11) 5055-3214
Dr. Charles Yamaguchi - Fone: (11) 3672-5622
Dr. Arthur Tykocinski - Fone: (11) 3889-7356

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